sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pré viagem Jaguariúna - Parte 3/4

Lições/Conclusões e Dicas de Trajeto




Lições/conclusões
1-      Não chegar ao destino onde vai passar a noite depois de escurecer:
Procurar lugar pra dormir, em um lugar que você não conhece, no escuro não é nada fácil. Tem menos pessoas na rua pra você perguntar e as pessoas estão com medo de te receber. Além disso, você deixa de ver várias possibilidades que veria de dia, e não encontra pessoas em lugares com potencial. Quanto mais tarde maior o perigo e menor a disposição de procurar em ruas pequenas e escondidas, onde a chance de achar é maior. Minha sugestão é chegar no máximo 16:30 na cidade. Caso não pareça possível, encontre um lugar na estrada e arme sua barraca!

2-      Não tentar dormir em igrejas pequenas:
Igrejas são citadas como bons lugares para dormir por todos os mochileiros que conheço, mas a experiência em uma cidade onde todos colocam a culpa na guarda civil não deixar foi diferente. As igrejas não tinham pessoas que passassem a noite lá, e o desfeixo era querer chamar alguém do SOS Cidadão ou a assistência social.

3-      Não chamar assistentes sociais em cidades sem albergues:
A ideia da assistência social, segundo nos falaram, é encontrar um lugar seguro para as pessoas passarem a noite. Elas podem pagar pousadas baratas ou ônibus para cidades próximas, com albergues. Quando você tem uma bicicleta a segunda alternativa é descartada. As pousadas foram ditas como cheias, mesmo fora de época. No primeiro contato até pareceu que ela queria ajudar, mas no segundo – e no fim do primeiro – ficou claro que a ideia era não ser responsável por dois corpos na estatística de mortos da cidade. Não julguei assim pelo que aconteceu depois, se fosse só o primeiro dia, nem diria isso aqui, para não sujar o nome de nenhuma instituição ou cidade.
Assistentes sociais são pessoas; Alguns querem ajudar, outros não. Alguns podem te querer fora da cidade e podem ser irônicos e desrespeitosos, desmerecendo sua opção de vida.

4-      Postos de gasolina são uma boa alternativa de passar a noite:
São locais de passagem eonde caminhoneiros dormem. Têm espaços grandes, inutilizados e com árvores. Se bobear, da até para conseguir um quartinho (com teias de aranha e alguns bichos, mas até aí tudo bem)



Dicas de Trajeto



Trajeto:

IDA
Parte 1 – Barão Geraldo-Jaguariúna
Av. Santa Isabel, 1125 (Moradia UNICAMP)
Av Albino José Barbosa de Oliveira
Rod Gen Milton Tavares Souza
Rod D Pedro
Rod Miguel Noel Nascentes Burnier
Rod Dr Governador Adhemar Pereira de Barros
Rod João Beira

Parte 2 – Jaguariúna-Pedreira
Fomos de Kombi pela Rodovia João Beira (não tenho dicas nessa parte)

Parte 3 – Pedreira-Amparo
Rod João Beira

VOLTA
Parte 1 – Amparo-Pedreira/caminho para Jaguariúna
Rod João Beira

Parte 2 – caminho para Jaguariúna-Jaguariúna
Fomos de carona com o ônibus (não passamos por ali)

Parte 3 – Jaguariúna-Barão Geraldo
Rod João Beira
Rod Dr Governador Adhemar Pereira de Barros
Av. Eng. Luiz Antônio Laloni
R. Anna Bogon Dressler
R. Bortolo Martins
R. José Puglissi Filho
R. Giuseppe Máximo Scolfaro
Estrada da Rhodia
Ruazinhas
Av. Santa Isabel, 1125 (Moradia UNICAMP)
 
Dicas

Em todos os trajetos – inclusive os não passados por nós – em qualquer estrada, a dica básica é não menosprezar o vento causado pelos caminhões. Se eles quase derrubaram o Samuel a pé, imagine o que ele pode fazer com uma bicicleta. Tomar cuidado com isso é essencial.

IDA

Parte 1:
Nesse trajeto não há muitas dificuldades em se andar a pé ou de bicicleta até a Rod Governador Adhemar Pereira de Barros. São estradas grandes e bem feitas. O acostamento é grande e de asfalto, permitindo andar longe dos carros. Há muitos postos, onde é importante encher as garrafinhas de água. Há também alguns lugares pequenos onde se pode comer.
A partir da Rod João Beira, as dificuldades começam a aparecer. Falarei mais sobre ela no trajeto de Pedreira para Amparo, porque as dificuldades continuam.

Parte 2:
Não fomos a pé e uma das partes nós não percorremos nem na ida nem na volta, mas entra também no que será falado sobre a Rod João Beira.

Parte 3:
Problemas!! A Rod João beira está situada numa região de morros, onde a tendência é ter faixa dupla nas subidas e faixa única nas descidas – segundo a direção que se segue – com um acostamento que geralmente não é asfaltado.
Para andar com a bicicleta sem passar pelo mato é preciso estar muito perto dos carros, correndo alguns riscos. Os motoristas que conhecem o trecho e andam por ali sempre têm a tendência de correr e fazer ultrapassagens perigosas, colocando ciclistas e “apézistas” em perigo. Além disso, subidas e descidas interferem na visão do que está à frente e acostamentos de terra levantam poeira a todo tempo.
É o trajeto que mais exige atenção, e onde a velocidade será muito reduzida, principalmente pelo fato do acostamento ser inadequado pra bicicletas. Nas descidas, esse tempo pode ser recuperado, mas tomando cuidado com as muitas curvas que essas estradas têm.

VOLTA



Parte 1:
Novamente a Rod João Beira com suas dificuldades.

Parte 2:
Sem dicas, mas seguem os problemas da João Beira

Parte 3:
Até a Rod Adhemar Pereira de Barros as dicas são as mesmas da ida. A partir da Av Eng Luiz Antônio Laloni, há um trajeto novo.
Nele, o acostamento também não existe, mas pelo fato de não ser uma Rodovia, e sem uma avenida. Apesar disso, por ser pouco conhecida e ter poucos carros, os motoristas gostam de acelerar um pouco mais. A avenida está asfaltada, mas os locais em torno dela são de terra. Há muitas fazendas e campos totalmente vazios, cheios de terra.
Pegamos muito vento nessa hora e passamos por uma quase tempestade de terra, não conseguindo enxergar nada. As casas são bem distanciadas, e aí começam algumas quebradas. Corta-se um bom caminho por ali, mas saiba onde está indo e vá de dia, para ter par aquem perguntar.
A partir de um certo trecho, começam-se a ver ônibus que vão para o Terminal Barão Geraldo, existindo a possibilidade, em último caso, de esperar um ônibus e pensar no que fazer, vendo para onde ele vai. A Estrada da Rhodia tem uma parte sem acostamento e uma com, onde pode-se andar bem.
Na vila São João não passam muitos carros, mas o terreno é bem acidentado, sendo melhor evitá-lo ou andar devagar de bicicleta.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pré viagem Jaguariúna - Parte 2/4

Dia 2 (05/06/2011)



            O segundo dia começou a tremedeira já falada e dois “não” ’s para o café da manhã. Estávamos acostumados com “sim” ‘s e continuamos tentando. Paramos no Centro Cultural e pegamos um guia da cidade. Vimos o museu e fomos ver o que fazer. Andamos por aí e descobrimos uma igreja de grande porte, na qual o padre saiu correndo enquanto tentava falar com ele. Depois passamos pela prefeitura e passamos em dois mercadinhos. Um deles, sem nome, nos deu dois pacotes de bolacha.
            Antes de pensar no almoço resolvemos andar por aí, procurando algo interessante e, ao mesmo tempo, o Parque dos Lagos. No caminho, fomos identificando bons lugares para dormir e foi quando achamos o lugar ideal – uma igreja com um quintal enorme e árvores para montarmos a barraca – que tudo mudou. O pastor alegou, como tantas outras vezes ouvimos, que a guarda civil não deixaria e, sem sabermos, chamou a assitente social. Enquanto conversávamos achando que alguém, mais responsável pela igreja que o pastor, viria conversar conosco, a guarda civil e a kombi com a assistente social do dia anterior e um outro novo, muito irônico e pouco prestativo. Seus discursos eram “não quero ter que sair denovo à noite por causa de vocês dois” e “ué! Vocês não vão dar a volta ao mundo? Então vocês podem se virar”.
            Sim! A gente queria se virar. Em Jaguariúna, mas eles nos mandaram para Pedreira e a gente perguntou como voltava depois, querendo saber as estradas. A resposta foi essa segunda. Não vi nada de assistência nele, muito menos social. Mas enfim, acontece e aconteceu. Quando a guarda civil chegou fomos obrigados a resolver entre ser levados a algum lugar próximo a saída para voltar à Barão Geraldo ou ser levados para Pedreira. Para a viagem não acabar ali decidimos ir para Pedreira e, de lá, seguir viagem para Amparo. Segundo eles a viagem seria de uns 10, 11km e que lá teria um albergue onde poderíamos ficar. Primeiro erro: segundo o Google, e as placas, andamos uns 15km até o local onte estaria o albergue. Segundo erro: O albergue foi fechado em Janeiro.
            Antes de descobrir isso, almoçamos em Pedreira. O “Restaurante e Lanchonete Sabor de Minas” nos deu uma marmita, que dividimos em dois em nossa primeira refeição de verdade. Na saída de Pedreira ainda conseguimos mais duas marmitas, que guardamos para a janta. Ainda na estrada comemos as duas marmitas de Pedreira e chegando lá conseguimos um salgado de um lugar sem nome, além de comer um pacote de bolacha que tinha sobrado daqueles dois que o mercado, também sem nome, deu em Jaguariúna.


            Estávamos nós mais uma vez depois de escurecer procurando local para dormir em uma cidade desconhecida. No caminho tinhamos visto um posto com potencial, mas estava a 8km de onde a gente estava, mais ou menos, e eu não me achava em condições de andar mais 8km no frio que já estava. Propus a rodoviária mais uma vez, mas o Samuel não queria. Fomos atrás de igrejas novamente e descobrimos uma pensão com uma dona boazinha que até poderia deixar a gente não pagar. Ela realmente era boazinha, mas depois de pedir 20 reais por pessoa e a gente não ter e também não ter nada para vender que pudesse pagá-la ela disse não ter quartos e voltamos sem nada para a rodoviária.
            De manhã eu tinha sugerido que não era preciso fazer o revezamento de dormir, sendo suficiente estarmos bem presos às nossas coisas a ponte de acordarmos se alguém mexesse. Fizemos isso dessa vez. Achamos um guichêzinho de informações e dormimos ali mesmo. Sentimos menos frio, mas tenho a impressão de ter ouvido a mulher da limpeza dizer que tinha feito 8ºC. Talvez fosse o sono, mas é possível que não. Dessa vez estávamos mais agasalhados e era possível forrar o chão e se cobrir com o mesmo cobertor. Isso não quer dizer que não tenhamos passado frio, mas já estávamos calejados pela noite anterior.
           

Dia 3 (06/06/2011)



            Acordamos em Amparo nove horas depois. Tinhamos que recuperar o sono perdido das duas noites anteriores. Acordar às 5h para sair e revezar o sono não permitiu que dormíssemos o suficiente. Levantamos e fomos procurar o que comer e o que visitar. Não achando rápido um café da manhã, abrimos o segundo pacote de bolacha que nós mesmos levamos. Fomos até a prefeitura e pegamos o guia da cidade e decidimos ir até o Parque Ecológico. Não nos veio à cabeça, mas estava fechado por ser segunda-feira. No caminho conseguimos um pacote de salgadinho em e dois pães com mortadela. Guardamos tudo e comemos o salgadinho no banco do lado de fora do parque, onde decidimos iniciar a volta no mesmo dia.


            Estávamos muito cansados e andar 50km (que na verdade descobrimos ser uns 60km) em um só dia seria demais. Sem ver muita coisa na cidade tomamos o rumo de Campinas. Passamos no “Supermercado Antonelli” que é grande e nos surpreendeu a dar alguma coisa e foi quando comprovamos que o importante é o dono ou o gerente estar lá. Ainda antes de sair da cidade passamos no “Bom Gosto” e conseguimos uma marmita para dividir. Alguns metros pra gente pegamos mais duas na churrascaria “Gaúcho Tchê Grill”. Comida suficiente para o dia todo. 


            Partimos sem muita pressa mas sem muita lerdeza, para andar o máximo possível e ficar “pouco” para o dia seguinte. A primeira parte da estrada foi até que rápida e chegamos à cidade de Porcelo=ana, digo Pedreira. Tá, péssima piada, mas não tem como não fazer. Qualquer lugar que que se olhe enxerga-se porcelana. Pedreira não pareceu ser um lugar com muitas coisas para fazer, mas lá encontrei o melhor banheiro público da minha vida. O banheiro era limpíssimo, com papel higiênico e uma pessoa fora cuidando.


            Continuamos a viagem e uma coisa engraçada acontece quando já estávamos um pouco cansados na estrada entre Pedreira e Jaguariúna. Já procurávamos possíveis lugares para armar a barrca quando um ônibus deu uma buzinada e parou metade na pista metade no acostamento. Achamos que ele ia pedir informação, mas saiu de dentro um cara falando pra gente colocar a mala no bagageiro e para entrarmos no ônibus, que ele não aguentava mais ver a gente e ia dar uma carona até Jaguariúna. Entramos e sentamos na parte da frente mesmo. Ele disse que fazia a linha Amparo – Jaguariúna e que tinha ido pra Amparo e visto a gente andando, depois voltou pra Jaguariúna e viu a gente sentado tomando água, foi de novo pra Amparo e viu a gente andando e que tava vendo a gente de novo e não ia conseguir passar direto.
            Enquanto  conversávamos ele apoiou o projeto e contou algumas histórias. Ele é um cara bem gente boa, engraçado e animado, chama Eduardo. Nos deixou perto do centro de Jaguariúna, de onde seguimos até um posto Esso, já na Rodovia Adhemar Pereira de Barros. Antes disso o Samuel pegou algumas laranjas de uns pés pelos quais passamos, que serviram de café da manhã no dia seguinte.
            No posto aceitaram bem fácil que ficássemos lá. O maior problema foi o Pitbull idoso que tava la. O Samuel teve receio, apesar de eu achar que ele já não era capaz de fazer muita coisa. Mesmo assim, quando ele veio ficar perto de mim querendo a carne da marmita, que tinhamos conseguido, eu achei melhor respeitá-lo e dei um pedacinho. Ele ainda devia conseguir morder forte.


            Logo cedo já estávamos deitados na barraca para dormir.



Dia 4 (07/06/2011) 






            Último dia de viagem. Objetivo: chegar em casa. Confesso que demos muita sorte de chegar mais cedo que o planejado. A carona do Eduardo, no dia anterior, nos ajudou muito. Nesse dia, mais tarde, os ventos chegaram a 70km/h, segundo algum site, e nós pegamos só o começo dessa ventania toda e da chuva que a acompanhou. 


            Não fizemos o mesmo caminho da ida. Alguém tinha nos falado que uma estradinha de terra em frente ao posto policial nos deixaria em Barão Geraldo, e o Eduardo confirmou tal informação. Procuramos talz estrada e encontramos uma asfaltada, que imaginamos que mais pra frente seria de terra, mas foi asfaltada até o fim. Mesmo assim, em torno dela tinha várias fazendas e, o pior, campos de terra.
            Parecia aquelas imagens de deserto, com a areia se remexendo toda. Não conseguíamos olhar pra frente sem vir um pouco de terra nos olhos. Mas continuamos em bom ritmo. Pegamos alguns abacates em duas fazendas. Numa delas eu achei que o Samuel ia apanhar. Saiu um homem com uma enxada na mão. Eu estava um pouco longe e achei que era o fim do Samuel. Mas o homem só disse para que pedissemos antes de pegar, apesar de se mostrar contrariado. Na outra fazenda parecia ser o dono que chegava bem na hora em que eu estava saindo com dois abacates grandes, mas era só um carro qualquer.
            Seguimos, já identificando sinais de Barão Geraldo e de proximidade com a cidade. Pedimos informações duas ou três vezes e saímos na Estrada da Rhodia. Dali foi só terminar o trajeto. Subimos uma das ruas da Vila São João e demos de cara com ela: a Moradia. Entramos e fizemos as últimas gravações e fotos.
            Chegava ao fim a primeira pré viagem dos Mochiclistas. Realmente tivemos muitos imprevistos e já aprendemos bastante coisa. Vimos menos do qu queríamos e andamos mais do que planejamos. Sabemos que temos preparo para andar bastante, agora é só nos preparar para a próxima. \o/




Amanhã começam as dicas pra quem quer viajar ou fazer um mochilão. 
O terceiro dia de post traz lições/conclusões e as dicas de trajeto
O quarto dia traz as dicas de turismo e algumas dicas gerais.

Até amanhã e obrigado pela visita

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pré viagem Jaguariúna - Parte 1/4

Ficha Técnica

Meio de transporte: a pé                                            Participantes: Vìtor e Samuel
Saída: 04/06/2011 às 10:30                                       Retorno: 07/06/2011 às 13:40           
Destino (ao sair de casa): Jaguariúna                        Destino (imprevisto): Amparo
Dinheiro ao sair: R$ 5,50                                          Dinheiro ao voltar: R$ 5,50
km esperados: +-65                                                   km rodados: +-106
Alimentos ao sair: 10 bolachas, 7 laranjas e 4 maçãs
Alimentos ao voltar: 8 bolachas, ½ marmita e 7 abacates
Filmadora: Handcam MiniDV Canon                       Fotográfica: D70
Bagagem: 1 Bicicleta, cobertores, pouca roupa, lanterna, malabares e barraca




Dia 1 (04/06/2011)

O primeiro dia de pré viagem foi, como esperado, o de maior ansiedade e ânimo – não que os outros dias tenham sido desanimados – mesmo acordando às cinco da manhã. A ideia inicial era sair às quatro, mas mudamos devido ao cansaço, pensando em um maior rendimento. Acabamos, por estar preparando as coisas e fazendo as primeiras filmagens, saindo às dez e meia, saindo totalmente do esperado. Por causa disso, chegamos em Jaguariúna já de noite r isso nos custou algumas dificuldades.
            Saímos e resolvemos seguir o que o Google mandou, mas poderíamos ter feito um caminho mais curto. Ficou decidido que o faríamos na volta, mas acabamos descobrindo um melhor. Saímos e não paramos nenhuma vez por cansaço, mas paramos para pegar a mochila que havia caído (buzina salvadora) e para fazer mais filmagens e fotografias. A buzina salvadora me fez refletir e resolvi acenar com um jóia a cada buzinada que a gente levasse... Foram muitas. Algumas maldosas, mas a maioria acho que era de apoio ou por achar graça dos dois andando com uma só bicicleta, um ao lado do outro. Revezavamos quem segurava a magrela.


            Na primeira placa para Jaguariúna veio o entusiasmo. Paramos para filmar e um caminhoneiro veio perguntar como chegar em Jaguariúna. Pra sorte dele aquele dia eu sabia. Mais tarde outras pessoas pediram a mesma informação. Mudamos de estrada, saindo do Tapetão e indo para a D. Pedro. Mais uma vez mudada a estrada a referência era entrar depois do terceiro rio à direita, na Rodovia João Beira. 


            O primeiro rio chegou rápido. À primeira vista pareceu mais um rio poluído, mas logo percebemos algo que eu não imaginava existir tão próximo de Campinas: tartarugas. Acho que tartaruga de água doce tem outro nome, mas o que importa era ela estar ali. Na parada para tirar uma foto vimos mais uma subindo para pegar um arzinho e resolvemos descer perto do rio pra tentar uma foto melhor. Não conseguimos, e quando eu estava quase tirando o Samuel assustou a que estava em seu banho de sol.
            Depois da tartaruga seguimos viagem. Alguns minutos depois passamos por uma ponte e vimos uma barraquinha de lanches e água de coco. Insisti para que fossemos tentar a sorte pedindo algum lanche, mas o Samuel não queria. Decidi ir. Pedi um lanche ao dono, que disse à menininha – que devia ser sua filha – que me desse dois salgadinhos. Enganada, ela entregou dois salgados deliciosos, que comemos com muito gosto. Agradeci e seguimos viagem.
            O segundo rio não chegava nunca, assim como o fim de Campinas. A cidade acabou só depois de uns 20km já andados, junto ao segundo rio, o Rio Atibaia. Quando chegamos nele o dia já estava perto do fim, com o sol quase se pondo, mas deu tempo de mais umas imagens. Mais alguns minutos e estávamos no terceiro rio, o Rio Jaguari. Ele anunciava a proximidade com Jaguariúna, mesmo tendo errado a saída e entrando mais tarde, uns 2km depois do esperado. 


            A última placa entusiasmava, mas dentro da cidade a alegria foi diminuindo. Na verdade não tanto, porque os imprevistos eram esperados e aumentaram o aprendizado, mas no momento a sensação não foi tão boa. Entramos já com a cidade escura e isso nos fez não ver muitas possibilidades de lugares para dormir. Depois de parar no “Supermecado Makim” e conseguirmos um pão e uma coca de 250ml cada, procuramos as alternativas de pernoite que disseram ser a mais fáceis: igrejas, mas descobrimos que isso não funciona muito bem com as pequenas e em uma cidade pequena, que tem a tendência de expulsar pessoas de fora que não têm onde dormir.
            Não que elas precisem nos acolher, mas deixar que a gente se vire é uma boa ideia. Em uma das igrejas que pedimos, recomendaram ligar ao SOS Cidadão. Fizemos, achando que permitiriam que a gente dormisse em um terreno vazio que o próprio responsável pela igreja recomendou. Ao invés disso, chamaram uma assistente social. A príncipio ela parecia realmente querer ajudar, mas em pouco tempo deu pra ver que ela queria se livrar de nós e de qualquer responsabilidade sobre nossas possíveis mortes naquela cidade perigosa que ela dizia ser. A sugestão era ir para Pedreira ou passar a noite em uma casa de recuperação de drogados em um bairro perigoso, no qual só poderíamos sair de manhã e apressadamente para não sermos vistos.
            Dissemos que íamos para Pedreira e ficamos por lá mesmo. Pensamos em vários locais, mas acabamos dormindo na rodoviária. 


            QUE FRIO!! A rodoviária era aberta e ventava muito. Achamos que estavámos sentindo frio por causa da sensação que o vento trazia e que quando deitássemos iríamos acostumar. Mas não! Naquela noite a temperatura foi de 9ºC, segundo o que ficamos sabendo no dia seguinte. Foi o maior frio que já senti – até agora – e não foi nada bom. Além de tudo, estávamos deitados num banco de concreto geladíssimo e revezamos quem iria dormir. Depois que acordamos ainda trememos por vários minutos antes de voltar ao normal.
            Durante meu tempo acordado eu li um capítulo do livro “História da Televisão no Brasil” que preciso acabar de ler até às 14h de hoje para a prova. Deveria estar lendo, enquanto digito este post, mas o 4x4 está valendo e é bom escrever tudo antes que eu esqueça algo. Além do livro eu tentei dar uma ajudinha pra um cachorro que estava no banco de fora, passando mais frio que eu. Ele não descia do banco e parecia ter muito medo de mim. Achei que ele tivesse sido muito mal tratado durante a vida e senti um pouco de pena. Tentei dar algo pra ele comer, mas ele não quis e também não saía do banco pra pegar menos vento la dentro. Acabei entrando por causa do frio. Ele pareceu ficar melhor. No dia seguinte ele estava brincando com um meninho. Bem mais feliz.

terça-feira, 7 de junho de 2011

4X4 Mochiclistas

Após a primeira Pré Viagem dos Mochiclistas resolvemos fazer o 4X4 Mochiclistas

Depois de 4 dias de viagem 4 dias de post, afinal são muitas coisas pra escrever e muitas para ler. Ninguém aguentaria tudo de uma vez

Dia 1 - Ficha Técnica + resumo do Dia 1 de viagem
Dia 2 - Resumo dos dias 2, 3 e 4
Dia 3 - Dicas de trajetos da viagem
Dia 4 - Dicas de Turismo nas cidades e Dicas Gerais

Assim que possível: Primeiro Episódio Do Mochiclistas!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Jaguariuna aí vamos nós

Finalmenteeee!!

Véspera da primeira pré viagem \o/
Estamos com algumas dificldades e mais desafos do q imaginavamos antes mesmo de sair..Além disso, muitas das coisas com as quais contavamos não temos, mas ainda assim iremos para nosso primeiro grande passo para o mochilao

Haaaaaa!.. Ansiedade e nervosoo.. mas felicidade também \o/

Depois de muitos dias sem post devido correrias e falta de internet vem logo esse \o/
E que o próximo post seja de muitas historias interessantes sobre a viagem \o/

Desem-nos sorte!
Tchau